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Bem-vindo(a) ao Brincando de casinha!

Toda menina tem um fogãozinho inventado, umas xícaras de plástico e uma vassourinha. Toda menina brinca de boneca, cozinha comidinha imaginária e faz uma casinha na sala. Toda menina sonha, em um dia, ter tudo isso de verdade. Aí, isso acontece. Você cresce, compra uma casinha de tijolos, o fogãozinho de brinquedo passa a funcionar, as xícaras são de porcelana... E aí, o que fazer?

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    mai
    24

    Alguns anos atrás, era muito comum encontrar escolas de algumas regiões do Brasil (xi, que coisa vaga!) que ofereciam aulas de Economia Doméstica. Algumas escolas do país, como em Natal – RN, ainda ensinam às moças como fazer um bolo, pregar um botão, colocar uma bela mesa de jantar, como organizar o tempo para as atribuições domésticas e se manter bela para o marido, mas não ensinam as verdadeiras necessidades de uma dona-de-casa no dia-a-dia: controlar a bagunça!

    Ou melhor, não ensinam como organizar e limpar uma casa, ou como planejar/ usar o nosso tempo para coordenar tarefas e o tempo em família e o lazer. Como conciliar vida profissional e vida pessoal? Acho que essas seraim as preocupações mais comuns da mulher moderna, e por essas aulas serem exteriorizações de um pensamento bem tradicionalista, isso nõa figurava no plano de curso. Onde foram parar essas aulas? Será que não tem ninguém aí disposto a ensinar?

    Só me dei conta da necessidade de saber tudo isso quando me casei e tive filho. Antes, conseguia, com menos rebolado e cansaço, colocar as coisas em ordem sem muito stress e desgaste físico. Uma vez casada, decidi “procurar ajuda” e ler a respeito, participar de grupos de orientação. Tudo isso me ajudou bastante a “entrar num ritmo”, mas agora, com filhos e filhotes felinos, digamos que as prioridades triplicaram e o tempo diminuiu.

    Na verdade, acho que a questão não são as coisas ou a bagunça que se forma, mas sim um hábito, ou os hábitos domésticos. E também minha personalidade, que é um misto de perfeccionista atrasada, que eu expliquei outro dia, com Bree Van de Kamp (uma housewife desesperada).

    Se as aulas ainda existissem, ou se oferecessem algum curso desses aqui perto sobre isso, acho que seria a primeira a me matricular! Mas, tenho que reconhecer: sou extremamente organizada nas finanças, na papelada administrativa doméstica e nos pagamentos. E isso, no que diz respeito à economia doméstica stricto sens, é a base, né?

    mai
    10

    De jeito nenhum. Anos atrás, decidi que a casa, as obrigações domésticas e a rotina não iriam influenciar e determinar meus dias ou meu humor. Errei, porque achei que isso não tomaria tanto tempo, que manter a ordem e a saúde mental era fichinha. Ledo engano. Logo aprendi que podia viver com essa realidade sem arrancar os cabelos.

    Estabelecer rotinas e hábitos foi o segredo. Comecei a anotar tudo que tinha que ser feito quotidianamente, a frequência e o tempo que levava. Em função disso, estabeleci um calendário anual para as tarefas domésticas. Pronto.

    O que veio em seguida, foi a incorporação dos hábitos à rotina. Comecei pelo mais simples: fazer a cama, ter canto para o pijama durante o dia, lavabo e banheiro organizado e limpo ao sair para o trabalho. Descobri que era fácil não deixar a casa como se um furacão tivesse passado só porque você estava atrasada para pegar o ônibus. A volta para casa no fim do dia parecia mais leve quando eu sabia que não tinha deixado uma pia cheia de louça do café-da-manhã, nem o banheiro uma bagunça, etc.

    Uma vez que todas as coisinhas básicas do dia tiverem entrado no “sistema”, você vai fazer tudo como se estivesse no piloto automático, sem sofrer, sem doer. Mas, para o sucesso dessa empreitada – sim, o termo é esse mesmo, porque não julgo fácil, nem rápida a tarefa de implantar um hábito na minha rotina diária – é preciso incorporar sua família às atividades. Nada de você fazer tudo. Você mora sozinha? Se sim, aí tudo bem, nõa tem jeito mesmo de ser diferente. Mas, se você morar com outra pessoa, com seus primos, filhos, ou seja lá o que for, faça essa pessoa dividir as tarefas com você. Te ajudar nas diferentes tarefas domésticas, nem que seja 10, 25, 50%. O lar não é só seu. Todo mundo suja, todo mundo come, todo mundo dorme. Por isso, a incorporação de todos é necessária e primordial.

    Escrava do lar? Não. Companheira de lar. Eles e eu, vivendo juntos. 

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