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Bem-vindo(a) ao Brincando de casinha!

Toda menina tem um fogãozinho inventado, umas xícaras de plástico e uma vassourinha. Toda menina brinca de boneca, cozinha comidinha imaginária e faz uma casinha na sala. Toda menina sonha, em um dia, ter tudo isso de verdade. Aí, isso acontece. Você cresce, compra uma casinha de tijolos, o fogãozinho de brinquedo passa a funcionar, as xícaras são de porcelana... E aí, o que fazer?

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    ago
    16

    Vamos fazer um joguinho? Ligue a tv agora e procure um programa que você nunca tenha assistido antes – uma série ou uma novela qualquer, por exemplo. Quando você vê a casa de um personagem, você é capaz de traçar seu perfil, não é? Nem precisa de muitos detalhes para saber que ele é assim ou assado, né? Um cenarista trabalha juntamente com o diretor do filme/ seriado na intenção de espalhar no espaço físico do personagem (sua casa, seu trabalho), algumas características do seu perfil.

    Sua casa é o seu cenário. Você é o cenarista e o diretor ao mesmo tempo. Você também é a estrela do seriado. O que você gostaria de revelar sobre si mesma? Que características da sua personalidade gostaria de evidenciar na sua decoração, na distribuição dos móveis, nas cores escolhidas? Cada um desses itens mostra um pouco de você, o que voc6e valoriza, o que gosta, que cor prefere. Para entender de que estou falando, escolha um cômodo da casa (melhor ainda se for um lugar por onde as visitas transitam) e vá lá observá-lo. Tente ver com os olhos de alguém que nõa vive nessa casa, que chega e vê… o quê mesmo?

    Se quiser fazer um trabalho de reflexão ainda maior, tire uma foto do cômodo em questão ou observe fotos de festas na sua casa. O que as pessoas vêm quando chegam? Quando vão ao banheiro? Quando vão ajudá-la na cozinha? Entendeu do que estou falando agora? Eu, por exemplo, nesse trabalho duro de reflexão, percebi que o cômodo que eu mais amo é a sala de estar, na entrada da casa. Consegui armonizar as cores, há equilíbrio, poucas coisas, é “clean” e vive arrumada, mesmo quando usamos o cômodo. Por quê? Porque consegui desobstruir a área, eliminar o supérfluo e deixar o que amo e preciso. Fácil de pôr em ordem, de limpar e dá uma impressão melhor “aos visitantes”. No entanto, se forem abrir meu closet…

    fev
    20

    76121167

    Eu já fui loira, morena, semi-ruiva… quando mais jovem, vivia trocando a cor do cabelo – acho que tentando me afirmar e achar quem eu era de fato. Achei! Eu sou da cor dos cabelos que ainda saem “coloridos” do meu couro cabeludo (gargalhada boa): nem morena, nem loira.

    Para esconder os brancos, que já insistem em sair nos quatro cantos da cabeça, faço mechas. Eu mesma. Já tentaram? Não? Ah, é um barato… eu faço mechas de touca, não é com papelote não… Você vai olhando pelo espelho na sua frente e puxando com a agulha de crochê nos furinhos. Eu levo uma eternidade, mas sai. E fica bom sim! O mais difícil mesmo, é puxar atrás da cabeça, ai eu peço ajuda aos universitários (meu maridex, amiga que estiver por aqui, ou vai eu mesma com um espelhinho e o espelhão do banheiro).

    Comecei fazendo henna, que era super fácil. Depois, parti para as tinturas normais, de cabeça toda. Ah, pintar cabelo não tem mistério… Conseguindo achar a cor certa pra você, pintar mesmo é o mais fácil! Há anos faço assim. No exterior (para o Brasil), em geral, esse tipo de serviço é caro. Em alguns locais, bem caro. Então, resolvi aprender (na marra e na necessidade) e deu certo.

    Aprendi a fazer nos tempos de crise (que estão voltando… será? Ou o Obama vai mudar o quadro?) quando ainda era estudante na França, e não podia me permitir pagar manicure/ pedicura todas as semanas – ô velho hábito salutar brasileiro! Nem pagar depilação de 15 em 15 dias, e menos ainda a sagrada escova todos os finais de semana. A solução foi mesmo fazer eu mesma. Na Europa, uma escova custa uns 30 euros, e nunca fica bem feita, para mim. As cabeleireiras de lá são acostumadas aos cabelinhos lisos das européias que secam com um ventinho. Não são páreo pra minha cabeleira juba-de-leão brasileira!

    Comprei todos os apetrechos de que iria precisar: escova profissional, bom secador, pranchinha de silicone, os diversos e maravilhosos cremes profissionais, a cera que me convinha, diversas cores de esmalte (sempre brasileiros e alguns americanos – cores lindas!), alicate Mundial, etc. Com tudo em ordem e os kits devidamente organizados (isso vale outro post), fui à luta! E isso se mantém há anos… Mesmo aqui no Canadá, onde alguns serviços até custam menos que na Europa, eu ainda não faço em salão. Muito raramente. Acostumei-me a fazer do meu jeito, criei um ritmo, um calendário meu. E sei onde achar os produtos que quero, experimento, mexo, mudo.

    E como é bom mudar…

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