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Bem-vindo(a) ao Brincando de casinha!

Toda menina tem um fogãozinho inventado, umas xícaras de plástico e uma vassourinha. Toda menina brinca de boneca, cozinha comidinha imaginária e faz uma casinha na sala. Toda menina sonha, em um dia, ter tudo isso de verdade. Aí, isso acontece. Você cresce, compra uma casinha de tijolos, o fogãozinho de brinquedo passa a funcionar, as xícaras são de porcelana... E aí, o que fazer?

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    ago
    23

    Estou em plena re-organização do meu closet. Sim, tenho um daqueles espaços “priveligiados” que são maiores que um guarda-roupa (armário), que uma cômoda, para guardar todo tipo de coisa vestível, acessórios e sapatos, de um casal.

    Desde que nos mudamos, cerca de dois anos atrás, ainda não consegui encontrar A forma de guardar minhas roupas e do maridex, das quatro estações do ano, de forma acessível e prática, além de “agradável aos olhos” e com itens baratos. O nosso “closet” é, na verdade, um outro cômodo, em duas partes, com porta de entrada, boa iluminação, mas estrutura já definida: prateleiras acima de nossas cabeças, barras para pendurar os cabides, com carpete.

    O difícil é achar material para se encaixar nessa área pré-definida, sem ter que desmanchar/ destruir/ eliminar o que já está no canto, criando gastos. Resolvi incorporar partes, dentro dos espaços que já tinha, mas aí está o grande desafio. Não quero ter que fazer obras, nem ter que gastar uma fábrica de dinheiro para re-estruturar algo. Decidi usar apenas caixas, prateleiras, móveis leves e cabides. Mas, como?

    Comecei por eliminar um item importante e que tomava espaço: os sapatos. Eles foram expedidos para um outro lugar que criei, a sapataria (e bolsaria), no sub-solo (depois posto as fotos). Com isso, eliminei 50% do meu problema de espaço e forma de organização. Fora isso, sapatos sujos, cheios de bactérias, num espaço fechado? Na-na-ni-na-não. Os outros 50% eram compostos de muitas roupas –de inverno, de verão -, casacos pesados de inverno, roupas íntimas, blazers, camisas, calças, saias, etc. Tudo!

    Primeiro passo: triagem. Tirei tudo, digo TUDO de dentro do closet e coloquei no chão do quarto. (Nada de pôr em cima da cama, porque sei que a triagem vai levar dias e preciso dormir em algum lugar, certo?). Por que? Porque preciso saber tudo o que tenho, separar tudo que ainda cabe em mim, daquilo que não uso a anos, do que vou doar, do que vou vender, do que vou dar para as amigas, daquilo que preciso “incorporar” na diária, etc. Só tendo uma visão do todo para conseguir isso.

    Tudo bem, parece que teve um furacão no meu quarto, mas a situação irá melhorar em breve.

    jun
    30

    Como boa consumista que já fui, consegui fazer uma coleção de sapatos maravilhosa: 85 pares! É uma superpopulação de sapatos que vive conosco, porque fora os meus, tem os do marido, da filha e da família (que deixa os artigos de inverno aqui, porque nõa tem lógica nenhuma levar pro Brasil).

    Eu já tentei de tudo: guardava nas respectivas caixas, mudei para caixas especiais IKEA que impedem o mofo, estabeleci colunas, instalei armários novos, acrescentei prateleiras, e nada! Não consigo resolver o problema de estoque e arrumação dos sapatos, botas, sandálias.

    Minha admiração por esses artigos é tanta que eu cheguei ao ponto de tentar me convencer que um par de sapatos tem seu valor estético e que, portanto, pode até servir de objeto decorativo. Triste, eu sei. Até tentei investigar, depois de contá-los, admirá-los e relembrá-los, tentar saber a origem desse hábito/ paixão/ consumismo; saber se existe uma razão aritmética que justificaria pela qual esses seres de couro ou plástico (adoro Melissas) ocupam tanto lugar na minha vida.

    Veja bem, meus sapatos não formam um grupo unido dividindo o mesmo espaço. Eles ocupam vários armários diferentes, ambientes, prateleiras, onde estão dispostos em categorias, reunidos por estilo ou estação: aqueles de ficar em casa no inverno, os de ficar em casa no verão, os de todos os dias, aqueles para ocasiões especiais invernais/ veraneais, os tênis de passeio, de fazer atividade física e aqueles que não uso nunca, porém… não consigo me livrar deles nunca. Ou porque são muito queridos, ou porque têm história ou porque ainda consigo entrar neles mesmo que sejam do meu aniversário de 13 anos. Sapatos têm essa vantagem, você engorda ou envelhece e seus pés, em geral, não mudam nada.

    Falando sério, esse vôo sobre minhas posses sapatais me fez perceber uma coisa: os sapatos são as roupas de hoje. Não estou falando de ficar nua e sair andando por aí só de sapatos (apesar de ser uma das fantasias do maridex), mas do fato que as sandálias ganham cada dia mais importância e viraram tendência. Basta observar todas as variantes de cores, ponta arredondada ou quadrada, em verniz ou fosco, chique ou esporte, além do mundo que existe entre os saltos altíssimos e as rasteirinhas.

    Mas, a dúvida continua… qual a melhor forma de estocar tudo isso?

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