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Bem-vindo(a) ao Brincando de casinha!

Toda menina tem um fogãozinho inventado, umas xícaras de plástico e uma vassourinha. Toda menina brinca de boneca, cozinha comidinha imaginária e faz uma casinha na sala. Toda menina sonha, em um dia, ter tudo isso de verdade. Aí, isso acontece. Você cresce, compra uma casinha de tijolos, o fogãozinho de brinquedo passa a funcionar, as xícaras são de porcelana... E aí, o que fazer?

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    ago
    19

     

    Como já falei muito do meu jeitinho desorganizado, de minhas tentativas de mudança de comportamento em casa, decidi contar o caso do meu querido avô materno, Sebastião.

    Meu avozinho era um homem muito rígido, com muitos negócios e investimentos, com contratos e papeladas a vencer o tempo todo. Até hoje, não entendo como conseguiu ter tanto sucesso, sem uma secretária, um bom contador e um mínimo de organização na papelada. Ele conseguia ser organizado e caótico ao mesmo tempo. Como esses dois extremos podem existir juntos? No caso dele era assim: todo recibo importante de venda, compra, empréstimo e contratos assinados era “guardados” numa grande gaveta na sala de jantar, que ele criou especialmente pra isso.

    Era legal saber que tudo que ele precisaria para preparar o seu imposto de renda, em abril do ano seguinte, estaria no mesmo canto. No entanto, encontrar algum recibo específico que ele estivesse precisando antes de março/abril do ano em questão, naquela gaveta, era um verdadeiro drama e ua missão quase impossível. Eu explico…

    Ele queria o tal recibo da venda de 500 quilos de camarão a tal pessoa (ele era exportador de frutos do mar), mas não conseguia achá-lo. Ele sempre pensava que alguém o teria tirado da gaveta. Reclamava que minha avó, ou algumas da crianças, deveria ter tirado de lá, que eles não o ajudavam, que perdiam as coisas dele, tiravam tudo do lugar, etc. Mas, quem teria mexido ali? Minha mãe diz que a “bagunça” dentro daquela gaveta era tanta que ela tinha até medo de pôr a mão lá! O fato é que meu avô percorria a casa toda, mexia e revirava tudo por causa do tal papel, sem sucesso. Era uma verdadeira revolução, dizia minha mãe. Aí, dois ou três dias depois, ele vinha com rabinho entre as pernas dizer que tinha achado, enfim. Onde?, perguntava minha avó. Na gaveta, é claro.

    Na verdade, ele agia assim, acusando todo mundo, devido à pressão que ele fazia sobre ele mesmo. Não tenho nenhuma dúvida de que essa atitude dele, de perder as coisas no meio da própria bagunça organizada, era uma forma de dizer/ mostrar para a esposa e os filhos como ele se preocupava com eles e que esperava estar fazendo a coisa certa.

    Será que herdei os genes?

    mai
    30

    desordem-domestica

    Eu não sou organizada, como já disse VÁRIAS vezes aqui. Não nasci com esse “opcional” (fantástico, por sinal!) de fábrica. Muito pelo contrário, nasci BEM “defeituosa” – desorganizada e meia! Mas, tento… e os dias passam e a luta continua.

    Como eu descobri que era assim? O CAOS instalado em alguns lugares da casa e pequenos probleminhas do dia-a-dia me abriram os olhos. Fora isso, percebi que o acúmulo de tralha estava na raiz desse meu problema. Como detectar que existe um “probleminha” desses com você também?

    • Você leva 10 minutos procurando as chaves do carro (ou da casa) antes de sair. Sempre.

    • Você tem que re-organizar a cama para achar um lugarzinho para dormir.

    • Você tem dinheiro suficiente para pagar as contas, mas cadê elas? (no caso de não conhecer a resposta: eis o problema! Você não as acha NUNCA!).

    • Você abre as portas dos armários bem devagarzinho com medo do que possa cair na sua cabeça ou do que possa sair dali.

    • Alguns artigos de primeira necessidade (leite, papel higiênico, etc.) estão sempre em falta.

    • Seu armário da cozinha está lotado de potes de margarina no lugar de alguns poucos e organizados depósitos plásticos (com suas devidas tampas).

    • Você comprando coisas duplas, triplas para substituir aqueles que você não consegue encontrar dentro de casa, como o espanador, a pá da cozinha, um vidro de detergente, etc. Caso grave: você faz isso uma, duas, três vezes, para uma mesma coisa.

    • O jantar dessa semana foi fast-food (comida de lanchonete) pelo menos três vezes, e olha que hoje ainda é quarta-feira!

    • Cada vez que você vai passar um final de semana fora, ou sai de férias, sua casa fica com um curioso cheiro de “sei-lá-o-quê” enjoativo. Por que será?!

    Se você disse SIM a pelo menos uma das situações abaixo, fique alerta. Se disser SIM a duas (ou mais), comece o tratamento já!

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