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Bem-vindo(a) ao Brincando de casinha!

Toda menina tem um fogãozinho inventado, umas xícaras de plástico e uma vassourinha. Toda menina brinca de boneca, cozinha comidinha imaginária e faz uma casinha na sala. Toda menina sonha, em um dia, ter tudo isso de verdade. Aí, isso acontece. Você cresce, compra uma casinha de tijolos, o fogãozinho de brinquedo passa a funcionar, as xícaras são de porcelana... E aí, o que fazer?

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    set
    2

    Nos mudamos tem quase 2 anos para uma casa. Eu AMAVA a cozinha do nosso apartamento e, apesar de ter uma mais espaçosa agora, não gosto tanto assim dela. Dando uma olhadela, já conseguia identificar os “problemas”: armários de tamanho maravilhosos, no lugar certo, mas com cara de velhos, apesar de serem de madeira pura, nada de compensado.

    Muito escura para uma quase cega, com luminárias feias e na moda de 1900 e cocada. Tenho horror a minha pia que é pequena e com uma torneira horrorosa apesar de ser de uma marca famosa e com garantia de vida contra pinga-pingas comuns em torneiras de cozinha. Além disso, nossa mesa é redonda, o que toma um espaço monstro para fazer a mesma coisa que uma quadrada, só tinha duas cadeiras que combinavam e com a chegada da nossa filha, a terceira não tinha nada a ver. E a cor do nosso balcão (verde, by the way) não combinava com nada na casa inteira, imagine na cozinha!

    Relatado tudo isso, resolvi dar o grito de misericórdia e dizer que eu precisava de uma reforma na cozinha para continuar a cozinhar para nós. Claro, mil e um empecilhos, o custo, o tempo, o material, etc. Coloquei no papel minhas idéias e fui atrás dos custos. Muita pesquisa depois…

    Não queria trocar os armários, então, troquei a cor. Pintamos os armários de preto (com certo brilho) – um verniz para madeira que só escurece, conservando as ranhuras da madeira original. Custo? 50 minréis. Catei uns belos pegadores de armário em promoção, inox escovado, lindos, 3 minréis cada (são 38 ao todo). Detesto verde, então o balcão foi a primeira coisa a “voar” de lá, trocamos por um bege, que clareou a cozinha. Luminárias na promoçõa também, troquei tudo, acima da pia, acima da mesa, e maridez instalou uns spots abaixo dos armários iluminando meu balcão. Belíssimo!

    Por fim, trocamos a pia também. Comprei uma com uma cuba e meia, mais um espaço para escorrer pratos. De inox. E claro, troquei a torneira por uma daquelas com duchinha super prática e bonita, combinando com o inox dos eletrodomésticos, dos pegadores e da pia. Pintamos as paredes da cor do balcão e pronto. Beleza!

    Com a mão de obra de qualidade e barata do maridex que tudo sabe fazer, mudar, construir, ficou baratinho. Com tanta economia das promoções pude até comprar um novo conjunto de mesa (com extensor) e cadeiras de madeira preta. Linda!

    ago
    24

     

    Como disse noutro post, comecei a triagem das roupas do mue closet. Tirei tudo, digo TUDO de dentro do closet e coloquei no chão do quarto. (Nada de pôr em cima da cama, porque sei que a triagem vai levar dias e preciso dormir em algum lugar, certo?).

    Decidi e me entendi com meu alter ego organizado sobre isso. - Vou arrumar isso tudo de vez. E para isso, vou precisar dar uma “bagunçada” leve, Andrea. Você vai ter que dobrar novamente um monte de roupas, trocar, de novo, de cabide, até passar de novo. Tudo bem? Meu lado organizado respondeu, baixinho, balançando a cabeça de forma meio dúbia, que sim.

    Parti pro ataque. Estabeleci, de imediato, três montanhas: do que fica, do que vai, do que não cabe, mas quero guardar.  O que fica é simples: cabe, eu uso bastante, precisa estar acessível. Sobre essa acessibilidade das roupas do dia-a-dia, recomendo meu post

    O que não cabe vai precisar de uma segunda olhadela de minha parte: é para doar à caridade, vou dar pras amigas ou posso vender? A moda agora é visitar brechós, fazer um brechó, eu prefiro anunciar no Ebay ou fazer uma venda de garagem, muito comum na América do Norte. Você acha que não vai conseguir nada com aquela peça, aquele par de sapatos já usados, mas sempre tem alguém interessado numa blusa diferente, mais barata. E você ganha uns trocados para investir, de novo, no seu guarda-roupa. Já leu The secret dreamworld of a shopaholic, da Sophie Kinsella ? Fala um pouco disso, na grande virada, vale a pena ler. Boas risadas!

    O último item é o mais sentimental, inútil e o mais difícil de separar: você pega a peça, olha de um lado, do outro, sente o cheiro quase querendo sentir o momento que aquela peça te faz lembrar e faz um “ai, ai”. Tempos bons que se foram… e você que não quer deixar a memória se desmanchar no ar e dar aquela roupa. Aí, coloca na pilha do que fica, mas sai do guarda-roupa. Certo? Infelizmente…

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