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Bem-vindo(a) ao Brincando de casinha!

Toda menina tem um fogãozinho inventado, umas xícaras de plástico e uma vassourinha. Toda menina brinca de boneca, cozinha comidinha imaginária e faz uma casinha na sala. Toda menina sonha, em um dia, ter tudo isso de verdade. Aí, isso acontece. Você cresce, compra uma casinha de tijolos, o fogãozinho de brinquedo passa a funcionar, as xícaras são de porcelana... E aí, o que fazer?

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    dez
    31

    Terminando o ano…

    Publicado em : Coisas de casa por Andrea Siebra Vinet

    E la se foi mais um… 2008 acabou.

    Estamos todos nos preparando, para, daqui algumas horas, dar as boas-vindas a 2010. Avaliacoes, ponderacoes, planos, objetivos… o assunto do ultimo dia do ano. Em familia, cada um partilha suas metas pro ano que vem. Uns que querem viajar, outros que desejam emagrecer, e mais alguns que esperam ganhar dinheiro…

    As vezes, estabelecemos metas para um determinado ano, um determinado humor. E quando o ano acaba, nao realizado o desejo, apenas renovamos a vontade pra mais um ano, para mais um ciclo. E ele pode nem fazer mais parte dos anseios, nem caber mais em nosso projeto de vida.  Mas, pelo pensamento do eu tenho que chegar ao fim, eu tenho que concluir meus planos, acabamos por nos deixar levar e renovamos a meta; E para alcancar a frustacao e a infelicidade, nada mais facil que construir seu proprio inferno astral voce-mesmo: basta fazer uma lista exaustiva de objetivos de vida irealistas e intangiveis. E impressionante a constatar quantos de nos fazem o mesmo sem nem se dar conta.

    Cada um de nos tem a sua propria nocao de felicidade, bem subjetiva e bastante flutuante, sempre sujeita a uma novidade, uma mudanca de vento, uma contrariedade. Mudamos nossas opcoes, planos e desejos segundo o sabor do vento, uma mudanca de humor. O que queremos hoje, nao sera o desejo de amanha, nem foi o do ano passado. Cada ciclo, cada periodo da vida, assim como cada idade pede desejos precisos. E para alcancar a felicidade, o que fazer?

    Enato, qual a receita da felicidade? Quando perguntados sobre o que precisam para serem felizes, os humanos respondem sem hesitar: mais dinheiro, uma saude melhor e ter tempo. Envelhecendo, voce tera mais tempo, certamente muito dinheiro -ja que o poder aquisitivo/ nivel de vida dos sexagenarios e bastante equilibrado e elevado. Resta a saude. Tudo prova que ela depende muito mais de nos que da medicina. Bem, desejo coragem para isso. Boa sorte, pois isso, vale a pena. 

    De qualquer forma, viver feliz nao deve ser tao complicado. Os sabios e filosofos nos repetem a seculos: nao seria suficiente amar e apreciar o que e a sorte de estar vivo?

    Feliz ano novo a todos!!!

    jul
    17

    certidao-de-nascimento

    O blog « Brincando de casinha » nasceu a alguns dias de um parto domiciliar sem lacerações.

    Nos últimos meses, durante algumas noites acordada e outros momentos de espera, comecei, pouco a pouco, a bolar algo para reunir o turbilhão de idéias que me ataca ultimamente. Então, dia desses, sentada no chão do meu apartamento (outrora silencioso, hoje animadamente ruidoso), no tapetinho colorido de “Dora, a exploradora”, cercada de brinquedinhos, fraldas e insights, esperando o pato terminar de assar no forno, pari esse site.

    Não, não sou um primor de organização. Não, minha casa não é um brinco. Não, não sou perfeita nem disciplinada. Na verdade, sou aquela dona-de-casa/ mãe/ esposa  que tenta colocar a vida em ordem o máximo possível, e claro, nem sempre consegue porque tem outra coisa que aparece de “mais urgente”, mas seguimos em frente tentando… Sempre!

    Filha de uma gerente de projetos e planejadora (portanto, planilhas e rotinas de organização fizeram parte da minha infância) e de um geminiano administrador (meu pai é tão organizado que é capaz de achar suas coisas no escuro!), e ainda por cima casada com outro disciplinado geminiano, o que eu, desorganizada por natureza (diga-se de passagem), poderia desejar de pior?

    Percebi que muitas situações que vivi (e vivo ainda, cada dia mais), por inexperiência doméstica ou materna, imaturidade ou medo mesmo, foram extremamente engraçadas e prazerosas. Lembrei de minhas angústias ao decidir sair de casa e viver no meu canto, casar, morar fora, ficar grávida, tornar-me mãe. Quantas emoções vivemos nessa vida, hein?

    E essas boas lembranças, algumas reflexões e questionamentos que faço sempre “aparecem” enquanto limpo o banheiro, faço as compras ou lavo as panelas. Passam tantas coisas em nossas lindas cabecinhas durante essas atividades, não é? E, por que não compartilhar minhas idéias, angústias, leituras e experiências com as amigas?

    Se você também é assim, pensadora em tempo integral, mãe, esposa, dona-de-casa, entre, puxe uma cadeira (banquinho, rede, pufe ou qualquer outro troço confortável para sentar) e tomemos um café (pode ser um chá, um milk-shake, um suco de laranja) juntos (as)!

    Obrigada pela visita! Volte sempre.

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